5.8.11

quelíceras



 agora olha, não chora, não sanha, não morro
juro que minha carne é crua e verga mundana
que paro sob quatro apoios encantada que exausta
remelo vinda doutra face de uns sonhos 
que o formigamento dos membros não vinga
o disfarce grampeado e que rolo terçã
viscosa entre os papéis e as sociedades
e pretendo ninho e quebro o lacre não desço
dou o bote apago amor olha,



4 Deram do sangue também:

Cleber disse...

Imagens/ações/movimentos...

... potências de vida/escrita.

C.

meuparedro disse...

desapêgo em meio ao fluxo.

marianabarcelos disse...

às vezes quem dá o bote é o outro.

tô nessa.


lindo isso.

Grã disse...

Parabéns!