cogitas que a fêmea te aniquila com esgar dominador
da fé da tua entrada
que ela pressiona a tua máscara até expor tuas fissuras
que são cânions, menino, que são monstros
ela arreganha as tuas bestas teus sadismos
teu caco incurável.
na tua vertigem da fêmea, tu é presa
e sangra e sangra eternamente.
desembucha o medo que o apoderar da fêmea te estraçalha.
é um grande artifício uma grande risada
é uma ficção a estaca na tua crista, são teus olhos doentes, menino
são teus olhos inflamados de areia é a tua fantasia assombrada
por milênios de fogueiras altas tostando véus.
o que sua é o teu trauma a tua ilusão mortífera, menino.
a tua cabeça choca profundo terror da fêmea acordada
por isso a dentada, por isso o vômito os seus escapes
os transes a trilha de desabitação
engatilhando a proximidade punitiva a foda algoz
e o olhar ao lado escorrendo talvez traindo imitando o vento
a suspeita baba ácida, derrota o equilíbrio das coisas que costumam ficar de pé
a insegurança é parasita e amuleto
e tu não consegues ultrapassar o que fere
e ainda que ferozmente te oponhas
é sempre em ti que te encerras, atado.
destra e dissimulada a navalha vai cortando os fios
é grande demais o esforço quando um salto se pronuncia
o músculo fale a carência mata
e repete e repete sobre a maior solidão do mundo.

4 Deram do sangue também:
forte e dolorido.
corpo e alma em dilacerado (des)encanto...
beijos!
esse blog é tão bom que fica difícil decidir o que é mais inspirador, os poemas ou as fotografias.
parabéns, quero voltar muito aqui.
Os olhos descritos ecoam
Em meus olhos vampirescos
Olhos castanhos e selvagens
A enxergar novas formas de vida
Por entre cabelos de praia.
Natália, me deu até um negócio. Todo homem deveria ler esse texto.
belíssmo.
bjs.
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