6.5.11

dona, tua constituição pedinte tem desse afeto que não pára em pé.




teu nervo te enforca, teus netos te chacoalham medonha
teus filhos
esparramam fuligem, dona.
teus filhos atrofiam a licença ao passe de mágica.
então a demanda assassina
e tua célula mãe multiplicada
profetiza fardo espora mágoa. dona, tua ruína é sincera
toda fibra do teu ciclo desiste
por isso tua turba ruge por isso teu mundo pisca.
dona, teu breu é estrito tão estéril o repouso da tua cabeça
e é esticadíssima a legislação do teu grito.
dona, porque a tua delicada instância sofre
e não há correspondência alguma para a tua parcela que já se foi
que se arrastou
que foi tragada e despedaçada
e que por mil vezes atravessou os pólos opostos
é que tua carne altera, bizarra.

dona, tua prole duvida da tua terra roxa
o que inferem eles todos é tua voz ausente teus cabelos fracos
tuas veias cansadas de limpar teus caminhos.
sãos insuficientes teus olhos, dona
a pista do que seja a matéria do teu gasto é pouca
o teu afeto vaza tua dor tumultua
e nunca se sabe, dona
porque engana a vida.

2 Deram do sangue também:

fjunior disse...

Muito bom isso, hein?

Carla disse...

fantástico. de fazer tremer. acho que treme aqui pq a dona aí é mãe. ah, mãe...